Análise crítica do vídeo-clipe “As Meninas - Xibom bombom”
https://www.youtube.com/watch?v=6QKk5gU-CDI
1- Há logo no início um forte apelo sexual, focando as imagens em parte eróticas, algo que para a juventude é uma descoberta necessária e fundamental, porém sem nenhum senso crítico que ultrapasse a estética corporal.
2- A letra começa ao mesmo tempo em que a freira entra no recinto da escola, de uma forma de “patrulhamento” aos impulsos sexuais dos jovens. A melodia diz que “quero me livrar dessa situação precária”, enquanto entra o grupo musical, já disposto e embalado pela música em um impulso sedutor, algo imediato e lógico ao impulso sexual da juventude, em códigos simples de relação afetiva.
3- “O de cima sobe e o de baixo desce”, o de cima, a burguesia, mostra uma “banana”, enquanto o de baixo, o povo, é simbolicamente seviciado, pelos gestos da coreografia. Mesmo assim há uma aceitação, os sorrisos não contestam a realidade, mas pelo contrário, entram em conflito com a letra, ou seja, há uma “falta de responsabilidade” por parte do grupo, havendo uma atitude passiva diante a realidade.
4- Somente uma freira faz o papel de patrulha, enquanto outras participam sensorialmente da dança. Essa quando é vigiada, faz o gesto da “banana”, identificando a freira séria como representante da burguesia. Aqui somente há o apelo pela individualidade sexual, porém, há uma inversão de valores, pois a sexualidade livre deixa de ser uma questão de escolha e começa a ser uma questão de necessidade, de “choque” com a autoridade, sendo a “não comunicação” a indução que achar que o sexo é o desejo e não a escolha.
5- Há uma vulgarização do espaço religioso quando o grupo canta e dança em coreografia em um espaço livre de símbolos religiosos, porém, com estão dentro de uma escola religiosa, seria como uma profanação. As roupas do grupo também são uma referência a vestimenta dos “homens das cavernas”, onde as mulheres são subjugadas e escravas dos instintos primitivos dos homens.
6- Já há uma troca de vestimentas onde a líder do grupo agora veste o uniforme escolar, e que um grupo bem maior a segue pelos corredores da escola, induzindo agora a “razão”, na figura do professor. Há outra inversão de valores, sendo a razão agora “descartável”, e a música continua de forma “hipnótica”, não levando os telespectadores a uma interpretação racional do vídeo, pois a música é uma “contestação ao sistema”.
7- A líder do grupo agora se veste de professora, a turma entra em desordem, quando a agora “professora” mostra a sua face sexual, com a autoridade das roupas, quadro negro, mesa, livros, sendo ativa, enquanto os alunos passivos passam a se interessar pela aula quando a professora “libera” a sua libido, algo que começa a ser venerado pelos alunos.
8- Agora as jovens grávidas ou com filhos ao colo, há um apelo “kitsh” com a redundância de valores, sendo agora cafona, “falso”, fora da realidade a maternidade.
9- As alunas começam a ser as provocadoras, sendo os rapazes como “esculturas”, sendo elas reduzidas a objetos sexuais, pois se submetem sexualmente ao sistema.
CONCLUSÃO: Um vídeo planejado quadro a quadro para induzir o telespectador à subjugação ao sistema, sendo disfarçado pela letra da música, sendo a realidade conflitante com os sentidos, o que induz a prostituição, loucura e miséria.
Por:
Leonardo Tolomini
Jornalista
SC-02672-JP
1- Há logo no início um forte apelo sexual, focando as imagens em parte eróticas, algo que para a juventude é uma descoberta necessária e fundamental, porém sem nenhum senso crítico que ultrapasse a estética corporal.
2- A letra começa ao mesmo tempo em que a freira entra no recinto da escola, de uma forma de “patrulhamento” aos impulsos sexuais dos jovens. A melodia diz que “quero me livrar dessa situação precária”, enquanto entra o grupo musical, já disposto e embalado pela música em um impulso sedutor, algo imediato e lógico ao impulso sexual da juventude, em códigos simples de relação afetiva.
3- “O de cima sobe e o de baixo desce”, o de cima, a burguesia, mostra uma “banana”, enquanto o de baixo, o povo, é simbolicamente seviciado, pelos gestos da coreografia. Mesmo assim há uma aceitação, os sorrisos não contestam a realidade, mas pelo contrário, entram em conflito com a letra, ou seja, há uma “falta de responsabilidade” por parte do grupo, havendo uma atitude passiva diante a realidade.
4- Somente uma freira faz o papel de patrulha, enquanto outras participam sensorialmente da dança. Essa quando é vigiada, faz o gesto da “banana”, identificando a freira séria como representante da burguesia. Aqui somente há o apelo pela individualidade sexual, porém, há uma inversão de valores, pois a sexualidade livre deixa de ser uma questão de escolha e começa a ser uma questão de necessidade, de “choque” com a autoridade, sendo a “não comunicação” a indução que achar que o sexo é o desejo e não a escolha.
5- Há uma vulgarização do espaço religioso quando o grupo canta e dança em coreografia em um espaço livre de símbolos religiosos, porém, com estão dentro de uma escola religiosa, seria como uma profanação. As roupas do grupo também são uma referência a vestimenta dos “homens das cavernas”, onde as mulheres são subjugadas e escravas dos instintos primitivos dos homens.
6- Já há uma troca de vestimentas onde a líder do grupo agora veste o uniforme escolar, e que um grupo bem maior a segue pelos corredores da escola, induzindo agora a “razão”, na figura do professor. Há outra inversão de valores, sendo a razão agora “descartável”, e a música continua de forma “hipnótica”, não levando os telespectadores a uma interpretação racional do vídeo, pois a música é uma “contestação ao sistema”.
7- A líder do grupo agora se veste de professora, a turma entra em desordem, quando a agora “professora” mostra a sua face sexual, com a autoridade das roupas, quadro negro, mesa, livros, sendo ativa, enquanto os alunos passivos passam a se interessar pela aula quando a professora “libera” a sua libido, algo que começa a ser venerado pelos alunos.
8- Agora as jovens grávidas ou com filhos ao colo, há um apelo “kitsh” com a redundância de valores, sendo agora cafona, “falso”, fora da realidade a maternidade.
9- As alunas começam a ser as provocadoras, sendo os rapazes como “esculturas”, sendo elas reduzidas a objetos sexuais, pois se submetem sexualmente ao sistema.
CONCLUSÃO: Um vídeo planejado quadro a quadro para induzir o telespectador à subjugação ao sistema, sendo disfarçado pela letra da música, sendo a realidade conflitante com os sentidos, o que induz a prostituição, loucura e miséria.
Por:
Leonardo Tolomini
Jornalista
SC-02672-JP
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