Resposta


Caro YYY,

Fico feliz em você ter lido o texto e se identificado e mais feliz ainda por ter alguém ao seu lado que divida e some ao mesmo tempo, as necessidades, o afeto e o conforto. Nunca é tarde para assumir uma responsabilidade, seja a mais singela que for, estaremos sempre contribuindo para aumentar nosso potencial de compreensão do mundo e assim nos tornamos mais fortes e sadios, com a nossa mente e corpo.
Vejo que o seu percurso e de sua esposa são longos. Isso não impede que vocês possam visualizar o bem adquirido, material ou imaterial, que há nas suas vidas. É importante ressaltar que é mais trabalhoso a defesa desses bens do que a própria aquisição. Os filhos dela também são seus filhos culturais, ou seja, o sentimento de afeto que você transmitir a sua esposa, com certeza, será refletido nas atitudes de seus novos parentes.
Sobre o passado e as desaventuranças da vida, é preciso lembrar que você deve estar sempre falando sobre isso, mas com as pessoas certas, que se identifiquem com suas palavras. Não fale de seus tormentos pessoais para pessoas que possam estar resguardadas na intolerância e preconceito, já que são estes artefatos que se utilizam para dominar as pessoas.
Há encontro de grupos, seja de ex-viciados em drogas, divorciados, pais em situação de risco, etc. Pense que não é primeiro a pessoa que dá a liberdade para abrir as memórias, mas antes, o ambiente, a confraternização que há em dividir os passos ruins do passado e os jogar ao ar, com palavras e atitudes que fazem de nós, mais fortes, e do passado, ruínas.
Esses ambientes o ajudam a se sentir mais igual e humano. A sociedade televisionada tem muito medo de assumir sua responsabilidade social, e a internáutica, menos ainda, apesar de que hoje, podemos dialogar direto de casa, como um correio com o endereço de milhares de pessoas. Pense que se você tomar a sua vida como princípio e, da busca pela igualdade como objetivo, os seus dias deixarão de ser divididos pela rotina, mas tomarão asas na busca pela liberdade do homem.


01- Quem é certo é aquele que não pune o mal ferido
Não punir o mal ferido é compreender a necessidade de atenção ou elucidação que a pessoa necessita. Poder ser várias as causas do mal - falta de educação, covardia, preguiça, grosseira. Primeiramente devemos utilizar a linguagem positiva, a da compreensão dos motivos que levaram a pessoa a cometer esse mal. Depois desse estudo, devemos interagir com essa pessoa, para ela saber que não mais será atingida com o mesmo mal que utiliza para ferir, já que o agente, tem a compreensão das ações motivadoras da má intenção, da má ação. Terceiro, a reeducação desta pessoa para que possa retornar a sociedade e possa ser positiva para a construção social.
Toda pessoa, mesmo sabendo que está fazendo algo errado, dentro dela há uma justificativa para que tome a ação. É necessário, com estes três passos, desconstruir essa imagem da mente doentia, para que possa voltar à sociedade com outra visão, adquirida com os princípios e valores do agente, que a reeduca, a reinsere na vida social e fornece as novas respostas as atitudes que deverá suplantar o mau primordial que foi confeccionado mentalmente pela pessoa doente para determinada ação.
Neste momento, o agente deve utilizar de sua linguagem e deve também dominar a linguagem do doente de má índole, para que seja eficaz a comunicação, e possa trocar as relações existentes. Por isso, é necessário maturidade do agente para que possa vasculhar as relações e pensamentos do doente, utilizando os valores de igualdade material e intelectual como princípio de razão.


02- Quando são desafiadas perdem o instável controle e mostram completamente a sua sede (ZZZ)
Isso mostra a fraqueza intelectual e sensível da pessoa. É exatamente neste momento que o agente começa a interagir com a pessoa doente, mostrando as ações que devem ser praticadas para a construção do princípio da razão. É completamente livre a atuação, não estando limitado ao espaço físico. Pode ser em qualquer local, com palavras e situações que mostrem ao doente que há possibilidade de se construir um bem estar pessoal, ao mesmo tempo em que constrói o social.
Um exemplo:
Minha ex-mulher não fala comigo e não envia notícias de minha filha para mim. Entro no mundo da pessoa doente e digo a ela que confio na sua maternidade e na criação de nossa filha. Ao mesmo tempo em que digo isso, começo a perceber as pessoas que fazem do mundo dela realidade, como relações profissionais, gostos por roupas, alimentos, assuntos, etc. Com isso, terei referencial para enquadrar sua lógica sensitiva e racional, e, o que para pessoa é uma atitude de instinto, para o agente, que pesquisa e faz conexões, são fatos racionais que seguem uma lógica. Isso garante o bem estar da pessoa que é atingida pelo mal como delimita as possibilidades de ação da pessoa doente de má índole. Assim, o agente pode ir inserindo novas informações que irão conectar a lógica de ação da pessoa doente, construindo novas relação e atitudes que o agente gostaria que a pessoa doente fizesse, na busca do princípio da razão.

03- O ponto é tão crítico que as pessoas que cuidam dela, sejam familiares, amigos ou cientistas, chegam ao ponto de achar que a morte é a única solução para uma cura (YYY).
Isso revela a pena de morte, a prisão perpétua, os crimes de vingança. Esse ponto crítico é quando deve ter a reclusão do paciente para estudo, onde irá estudar criar responsabilidades, dar valor as pequenas coisas, plantas, lavar roupa, fazer comida, arrumar a cama, deixar de usar drogas ilegais, e não usar as legais em excesso, deixará de se prostituir, deixará de mentir.
Para isso, deve ser seguido os passos anteriores para a construção de uma nova mente. Na prática, isso se enquadra na construção e valorização da família, da religiosidade, da educação, do trabalho e da amizade. Esses valores possuem regras e obrigações que devem ser seguidas para que o paciente possa ser retribuído. Somente o paciente dirá quando está pronto para assumir sua responsabilidade, e qualquer recaída, deve ser imediatamente recolhido para novas tentativas científicas para a elucidação de seu comportamento racional.

04- Esse falso poder doentio é passado com o objetivo de perpetuar a subordinação entre o doente que possui o bem cultural-material sobre a pessoa sadia.
É justamente quando a lei falha ou é desatualizada que atuam os doentes de má índole. É necessária a pressão popular aos órgãos públicos, pela imprensa, pelas associações de bairros, sindicatos, e, também, da fiscalização da iniciativa privada.

05- O ser humano precisa ter o princípio que deve sempre dar quando o outro merece. Mas como saber que o indivíduo merece o seu pedido? Pela sua dedicação, pelo seu empenho, pelo seu carinho, pela sua virtude, pelo seu trabalho, pelo seu amor (KKK).
Isso passa por três etapas: sintonia pessoal, igualdade de sentimentos e terem a mesma busca pela razão. Quando se constrói uma relação neste nível, a busca do equilíbrio deve ser uma constante, para não ter o ódio de um herói de cinema, que com a sua exclusiva razão justifica a morte, ou o amor de novela, que os atores nunca trabalham e não amadurecem.

06- Não é possível pensar no infinito sem a segurança que os males que atingiram o ser humano no passado continuem existindo.
Quando falo disso, falo dos limites do ser humano. Hoje, dentro de nosso planeta, não existem mais fronteiras para serem rompidas, o que nos resta é o espaço, o universo. Mas, como atingir o infinito se o próprio mundo não é um lugar seguro, bom para se viver. Ensinaremos exemplos, ou continuaremos a pensar que seremos abduzidos por seres mais racionais. Creio que não. Acredito que o ser humano seja o ser mais desenvolvido, basta olhar para o ser vivo e suas diversas materializações como algo único. Sem a paz e a igualdade nesse planeta, qualquer iniciativa de viajar o universo será a autodestruição do mundo, já que, é baseada na exploração do ser humano pelo ser humano, e não na sua total e livre sapiência rumo ao princípio da razão.

Comentários

ESCOLHIDAS

Análise crítica do vídeo-clipe “As Meninas - Xibom bombom”

System of a Down