Uma vida infeliz
Como vou roubar de meus filhos a felicidade?
Não posso cobrar isso de meus pais, que não souberam dar
O que me resta então é roubar a felicidade alheia.
Não!
Não vou sucumbir diante das tristezas de meu coração
Da felicidade roubada de cima de minha mesa
Dos meus sonhos que parecem que somente agora estão chegando
Lentamente
Tive uma conversa on-line, bem moderninha
E pude talvez achar algo supra ao que espero
Uma felicidade a dois
Que não precise furtar nada
Além do aconchego a dois
Isso eu imagino agora, mas somente amanhã saberei se é real
Pois virtual já o é
Então fico na imaginação de um mundo melhor a mim e meus filhos
Sejam de sangue, de fé ou de luta
Pois nada me fará desistir, de que não terei que furtar
A felicidade de alguém.
Sorte, o que é sorte?
Família é sorte? Sucesso é sorte? Acumular dinheiro é sorte?
Sorte de nascer em berço esplendido em uma nação de fome
Onde muitos podem muito de nada
E poucos podem pouco do pouco que há
Tenho pavor de gemidos sinceros de uma paternidade falida
Como Freud, que infelizmente tem razão, pena que burguês
Pena que não revolucionários
Apenas olhava o mundo do lado de fora e assim ponto final
Entrou para a história, não para mudar nada, mas somente para explicar
Explicar como sofro por uma paternidade falida, que me leva a miséria
Miséria e falta de coragem que me assola, me perturba
Onde sou roubado, pois se dizem responsáveis por tudo, pelo que sou.
Mas e a rua, a amizade, a verdade e o trabalho?
Perdão... da fuga de casa, vieram atrás de mim
E veio também a miséria que queria ver extinta
Porém, hoje me sobraram as palavras. O medo se foi, a violência se foi
E só restaram as palavras
Por isso agradeço fielmente a minha falida família, pois hoje, após fuga
Achei as palavras, melhor, fui achado por elas.
Agradeço a minha mãe por nunca me ter dado um pai.
Que eu o procurasse onde fosse
Nas ruas, escolas, nas bebedeiras, na loucura, na Universidade
Para que soubesse que todo homem é só, solitário
Sem ninguém que o dê guarida
Assim são os homens, são jogados ao mundo sem piedade
Sem ter onde cair morto, ou somente o resta cair morto
Pois de nada adianta saber que a vida é um voltar a sei pai
Culpá-los, não, é apenas a realidade
E esconder a realidade é se esconder de si mesmo
Por isso agradeço a minha mãe, por tão querida miséria que me veio
Isso aos meus pés
E lembrar que muitos já partiram e que eu poderei também partir
Em busca da felicidade no ventre de uma amada mulher.
Agora não mais como um ser falsificado, mas como homem
Como aquele que admira as mulheres, todas
Que de apenas um colo simples, entregam energia suficiente para mudar o mundo
O meu, o seu e o nosso.
A bela e inteligente, pobre mulher, sempre terá sua porta aberta
Pois alegra a imbecilidade alheia
Agora nós homens, só nos resta desafiar a morte.
Não posso cobrar isso de meus pais, que não souberam dar
O que me resta então é roubar a felicidade alheia.
Não!
Não vou sucumbir diante das tristezas de meu coração
Da felicidade roubada de cima de minha mesa
Dos meus sonhos que parecem que somente agora estão chegando
Lentamente
Tive uma conversa on-line, bem moderninha
E pude talvez achar algo supra ao que espero
Uma felicidade a dois
Que não precise furtar nada
Além do aconchego a dois
Isso eu imagino agora, mas somente amanhã saberei se é real
Pois virtual já o é
Então fico na imaginação de um mundo melhor a mim e meus filhos
Sejam de sangue, de fé ou de luta
Pois nada me fará desistir, de que não terei que furtar
A felicidade de alguém.
Sorte, o que é sorte?
Família é sorte? Sucesso é sorte? Acumular dinheiro é sorte?
Sorte de nascer em berço esplendido em uma nação de fome
Onde muitos podem muito de nada
E poucos podem pouco do pouco que há
Tenho pavor de gemidos sinceros de uma paternidade falida
Como Freud, que infelizmente tem razão, pena que burguês
Pena que não revolucionários
Apenas olhava o mundo do lado de fora e assim ponto final
Entrou para a história, não para mudar nada, mas somente para explicar
Explicar como sofro por uma paternidade falida, que me leva a miséria
Miséria e falta de coragem que me assola, me perturba
Onde sou roubado, pois se dizem responsáveis por tudo, pelo que sou.
Mas e a rua, a amizade, a verdade e o trabalho?
Perdão... da fuga de casa, vieram atrás de mim
E veio também a miséria que queria ver extinta
Porém, hoje me sobraram as palavras. O medo se foi, a violência se foi
E só restaram as palavras
Por isso agradeço fielmente a minha falida família, pois hoje, após fuga
Achei as palavras, melhor, fui achado por elas.
Agradeço a minha mãe por nunca me ter dado um pai.
Que eu o procurasse onde fosse
Nas ruas, escolas, nas bebedeiras, na loucura, na Universidade
Para que soubesse que todo homem é só, solitário
Sem ninguém que o dê guarida
Assim são os homens, são jogados ao mundo sem piedade
Sem ter onde cair morto, ou somente o resta cair morto
Pois de nada adianta saber que a vida é um voltar a sei pai
Culpá-los, não, é apenas a realidade
E esconder a realidade é se esconder de si mesmo
Por isso agradeço a minha mãe, por tão querida miséria que me veio
Isso aos meus pés
E lembrar que muitos já partiram e que eu poderei também partir
Em busca da felicidade no ventre de uma amada mulher.
Agora não mais como um ser falsificado, mas como homem
Como aquele que admira as mulheres, todas
Que de apenas um colo simples, entregam energia suficiente para mudar o mundo
O meu, o seu e o nosso.
A bela e inteligente, pobre mulher, sempre terá sua porta aberta
Pois alegra a imbecilidade alheia
Agora nós homens, só nos resta desafiar a morte.
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