brasileiros clamam por resurgimento do Jornal do Brasil



Leonardo Tolomini Miranda

A primeira mulher a trabalhar na imprensa no Brasil foi Clarisse Linspector. Depois de sua falência pessoal, em uma realidade somente dominada por homens, inciou-se os cursos superiores de jornalismo, que aos poucos foram dominados pela precensa de mulheres em sala de aula, com a crescente passagem do jornalismo impresso para a televisão. Já nos anos 90, as salas de aula de jornalismo praticamente não existiam mais homens, pois os sonhos das estudantes de jornalismo era sempre ser repórter ou apresentadora de TV. Assim o jornalismo impresso foi até praticamente seu último suspiro, a teoricamente falência comercial, pois os "antigos repórteres de rua" foram extintos e nada mais se sabia sobre a realidade dos submundos do poder, em corrupção, tráfico e prostituição.

Assim os jornais foram transformados praticamente em folhetins, com agenda de cultura, lazer e gastronomia, com propagandas somentes sustentadas por automóveis e condomínios de luxo e lojas populares como Casas Bahia.

Porém, creio que hoje haja uma renascença no se fazer do jornalismo impresso, com valentia, ousadia, raciocínio, planejamento, como sempre foi e urgentemente deve ser reergido em seu prédio, obra prima do modernismo do Brasil, a Sede do Jornal do Brasil, único do país que ousa em cumprir esse desafio.

Senhor Luiz Inácio Lula da Silva, se há algo que o Senhor deve imediatamente fazer renascer é o Jornal do Brasil e isso com toda tecnologia presente de hoje, para o Rio de Janeiro, Brasília, Brasil, em honra ao Jornal mais antigo de nosso país, que não deve jamais perecer, pois foi o primeiro a fazer nosso país a se erger contra a tirania europeia da época. Coragem, sei que o Senhor é feito somente disso, de coragem, feita de lágrimas de uma mãe que não quer mais, nunca mais, ver seu povo morrer de fome.

Abraços, de seu filho de armas.

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