Estudos sobre processos de tratamento ao suicídio e marginalidade decretados pelo abuso de poder


Leonardo Tolomini Miranda
Cientista da Comunicação
Universidade Federal de Santa Catarina
Matrícula 98183273



Em uma sociedade em que a família, e Estado e a Religião estão enfraquecidas pelo abuso de poder, pela corrupção do indivíduo, as doenças psicossociais são duas, exatamente, a esquizofrenia e o psicopata. O esquizofrênico é tomado por impulsos suicidas, não tento a convicção que o indivíduo que se relaciona é o culpado pela sua crise afetiva, social e familiar. Tenta então, paulatinamente, eliminar a sua existência, pelo uso da força, desnutrição, drogas, acidentes, autoflagelo, etc.

Por outro lado, o indivíduo psicopata não reconhece o seu potencial de inclusão social, como capaz de mudanças em si e sociais. Sendo assim, vê no outro a ameaça, o perigo, a ausência de afeto, de respeito e de satisfação. Começa então uma perseguição a vítimas inocentes, por assaltos, estupro, assassinatos, roubos, etc.

Dividindo o ser patológico esquizofrênico e psicopata, certamente definimos dois casos sociais. O primeiro, esquizofrênico, encontra na maternidade o seu impulso de vida, sendo na ausência de relações sociais racionais, uma tentativa constante de um retorno paulatino à escuridão, porém de proteção total do ventre materno, representado na gestação. Estes indivíduos são propensos às artes e ciências humanas, pois, dentro do seu potencial de criação a beleza e a solidariedade espontânea são extremamente mais satisfatórios do que a exatidão matemática e força representadas pela figura do pai. Sendo que o ponto final da doença esquizofrênica é o suicídio, em que, alegoricamente, o indivíduo mata-se e volta à escuridão total, na ilusão de assim experimentar o retorno ao ventre materno.

O indivíduo psicopata percebe na força da paternidade o seu poder de persuasão e de conquistas, sendo a beleza, arte, ciências humanas, meros ornamentos alegóricos de suas conquistas individuais. Quando a doença agrava-se, ele começa a reconhecer na violência, no tomar-se por impulsos agressivos aos objetos carregados de feminilidade frágeis, a sua força de coerção, de domínio, sendo a arma de fogo a sua representatividade máxima. Assim a morte daqueles que o incomodam, a escravidão dos que são belos e sensíveis, o uso da mulher e feminilidade somente como objetos de prazer seu. Assim, todo o tipo vulgar de ignorância e força não domesticadas são reforçadas e reproduzidas, sendo muito bem representados por traficantes assassinos, policiais corruptos, guerras, estupradores, sodomizadores, pedófilos, ou seja, tudo que agrida e transgrida o mais fraco. Sendo assim, esse indivíduo somente aceita a morte quando alguém o mata, pois, alegoricamente está diante da força suprema paterna que o tirou do ventre materno, que o guardava em total conforto, que e o colocou em um mundo cruel e sanguinário, sendo este pai, e não a figura da mãe, seu ponto de força e absolutismo.

A questão da figura da mãe e do pai, quando eles são ausentes, o indivíduo começa a perceber sensivelmente, racionalmente e por fim, expressivamente, as atitudes e objetos em outros indivíduos, mídia, escola, igreja, Estado. Este ser começa dentro de si a construir mosaicos de comportamentos sociais embasados primeiro em sua cultura genética, ao qual, identifica-se a um mero olhar ao espelho, e ao perceber diante de si o mundo em sua volta, em casa, no trabalho, escola e religião, havendo a mídia um fator preponderante de ligação e estabelecimento racional-sensível, em que os padrões de relacionamento social são dados ou impostos.

Um fator complexo é o encontro da preponderância da feminilidade ou masculinidade no indivíduo, não havendo absolutamente nenhuma conexão com sua opção sexual, mais sim, como a força em que percebe e expressa o seu comportamento individual em sociedade. É de notar que hoje, através de jamais vistos processos avançados tecnológicos de informação pela mídia, sendo a pessoa espectador, produtor ou conector, o indivíduo hoje é um mosaico radiante e hiper complexo de idéias, sugestões, opiniões que somente ele possui e que, quando este mesmo, for estabelecer comunicação com outra pessoa, deve, criteriosamente, dado seu domínio de informação e subjetividade ao qual domina o próprio assunto (trabalho, estudo, filosofia, arte, ciência) ter o máximo cuidado de ser o regente, sabendo dialogar com àqueles que o ouvem ou percebem, que nem sempre terão interrogações, mas também podem se expressar por doenças, cansaço, raiva, stress, ansiedade, depressão, alegria, dor, felicidade, temor, e assim por diante.

Observando mais detalhadamente o processo científico é possível objetivamente reconhecer na expressão a preponderância da feminilidade ou masculinidade, isso no som, nos objetos e na natureza, sendo materializado em artesanato, construções, roupas, moda, carros, e uma quase infinidade de ornamentos construídos, entrelaçados entre a razão e o sensível humano, a partir da expressão e reconhecimento primeiramente dados pela natureza e, com o desenvolvimento da ciência, tecnologia e arte, a sua busca à perfeição, com a expressão e reconhecimento individual de esmero, organização e referência de aptidões exclusivas.

Voltando à patologia esquizofrênica e psicopata assim é notório dizer que, o esquizofrênico busca eliminar a figura paterna ao qual o representa, o psicopata busca eliminar a figura materna, sendo o seu cume da doença o suicídio e o assassinato gratuito. A regressão das duas patologias está perfeita e claramente dada em: para o esquizofrênico a sua relação paterna nuclear deve ser imediatamente cessada para que seja assim, dentro de outros e mais sadias formas de relação o estabelecimento de novas abstrações sensíveis, mais dóceis, belas, confortáveis e seguras, dadas isso em formas de paternidade em relações sociais, culturais, de espaço, como uma casa, estudo, científico e religioso. Com o potencial avançar o paciente, ele deixa de ser vítima de figura nuclear paterna e passa a ser o seu paulatino tutor, caso haja receptividade.

Para o psicopata é exatamente o oposto, o laço materno nuclear deve ser imediatamente rompido e as novas referências maternas devem ter mais sagacidade, inteligência, ousadia, coragem, maestria, em expressões de feminilidade, isso em toda a sua complexidade, que mostrem o provem paulatinamente que a figura da mulher pode ser domesticadora do impulso assassino masculino selvagem. A mãe nuclear deixa de ser uma vítima passiva e começa a usar seu repertório para domesticar a violência que a circunda, caso haja receptividade.

Avançando, o indivíduo saudável é quando a figura materna e paterna estão em comunhão ao bem estar daquele que precisa de suas referências, sejam familiares, sociais, Estado ou religiosas, dada todas as suas expressões. Sendo assim, é necessário o esforço e inteligência dos mais sapientes, dos mais velhos, das tradições triunfantes para que sejam de fato estabelecida uma constante força de comunicação em graus absolutamentes certos em sensível, razão e expressão, isso, sem mais dúvidas, em todas as suas expressões abstratas, científicas e de comunicação, sejam elas domesticáveis ou naturais.


Um pequeno roteiro relata como é dado o impulso doentio:


1- Processo de abuso de poder
2- Busca imediata de ajuda sem correspondência
3- Impulsos de sobrevivência agressivos despertos
4- Procura de ajuda à família, social, Estado e igreja
5- Falta de correspondência ou resposta ao fato
6- Processo iniciado de deterioração do indivíduo
7- Comiseração ou ativa marginalidade, visto que, os processos de auto-sustento nunca são imediatos e sim, uma construção individual, social e representativas do Estado, como família, educação, trabalho e religião

FINALIZANDO: O fator crucial dentro da sobrevivência social é a educação, sendo nela o indivíduo potencializador de intelecto mental, físico e artístico.

Comentários

ESCOLHIDAS

Análise crítica do vídeo-clipe “As Meninas - Xibom bombom”

System of a Down